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Redelease cresceu 8,5% em 2009

         A queda nas vendas no primeiro semestre não foi suficiente para prejudicar o resultado da Redelease em 2009. Tradicional distribuidora de especialidades químicas, a empresa fechou o ano contabilizando uma evolução de 8,5% no seu faturamento. Em termos de volume de material comercializado, o crescimento foi ainda mais expressivo: 15% a mais que em 2008.
         “Sentimos os reflexos da crise econômica até junho. Mesmo assim, conseguimos compensar a diminuição nas vendas com a entrada em novos segmentos, como fundição, moveleiro e termoplástico”, lembra Roberto Iacovella, sócio da Redelease. E com a plena recuperação do mercado de compósitos, que responde por 75% dos seus negócios, a empresa passou a registrar melhoras significativas na demanda pelos produtos que distribui – mais de 300.
         Em relação ao comportamento do setor de compósitos, Rubens Cruz, sócio de Iacovella, comenta que as indústrias retomaram no segundo semestre projetos de manutenção interrompidos quando a crise econômica eclodiu. “Isso refletiu diretamente no nosso balanço, principalmente nas vendas das resinas voltadas a ambientes quimicamente agressivos, como as éster-vinílicas”.
         Outra particularidade observada pelos dirigentes da Redelease em 2009 foi o avanço dos processos mais sofisticados de transformação de compósitos, como RTM, RTM Light e infusão. “Com isso, aumentamos as nossas vendas de matérias-primas consideradas especiais e, em decorrência, com melhores margens de contribuição”, atestam. Segundo o recente levantamento da Associação Brasileira de Materiais Compósitos (ABMACO), os processos manuais, mais simples, ainda predominam no Brasil, muito embora as tecnologias de RTM, RTM Light e infusão, juntas, tenham respondido por 38% das 182.000 toneladas de compósitos consumidas em 2009. O setor, a propósito, registrou alta de 0,7% no faturamento, totalizando R$ 2,24 bilhões. 
        
 
10-12% em 2010
         Em 2009, a Redelease transferiu a sua sede para um prédio de 3.200 m² na Vila Guilherme, bairro da Zona Norte de São Paulo. Além de mais espaço para o armazenamento das matérias-primas, a nova infra-estrutura conta com laboratórios mais modernos e aparelhados. “Também ampliamos a nossa frota e investimos na cessão de tanques, por comodato, para alguns clientes que compram produtos a granel. Ao todo, foram mais de R$ 700 mil investidos ao longo de 2009”, calcula Iacovella.
         Para o próximo ano, Iacovella e Cruz esperam uma evolução de 10-12% do faturamento da Redelease. “Tudo vai depender do comportamento da economia. Mas estamos confiantes, uma vez que os principais segmentos que consomem os materiais compósitos, como construção civil, energia e transportes, trabalham com estimativas bastante positivas”, afirmam.

RODAPE